aula prática


Aula prática de Educação Física com alunos surdos


A professora Daniela Sanches, do curso de Educação Física do UNIBH, levou os alunos de sua disciplina Libras para ministrarem uma aula prática com alunos surdos. A aula foi realizada no dia 14/05, no Instituto Santa Inês. Segue abaixo o relato da experiência realizado por um dos alunos do Curso de Educação Física:
“No dia 14 de maio, nós alunos do 7º período do curso de educação física, tivemos a grata oportunidade de vivermos uma experiência nova no curso: Administrar uma aula de educação física para alunos surdos do Instituto Santa Inês de Belo Horizonte. Apesar de ser uma aula inédita em nossas vidas, pelo menos para mim, o fato das crianças não conseguirem ouvir não representou nenhuma barreira para a realização da mesma.
Assim que chegamos ao instituto fomos abordados pelos alunos com muita curiosidade e vontade de interação, e automaticamente, nós ouvintes, respondemos a essa interação, facilitada pela disciplina LIBRAS, ministrada pela professora Daniela Sanches e pelos próprios alunos surdos, já que entendiam bem expressões gestuais e corporais. O conteúdo das perguntas foi absolutamente o mesmo conteúdo de uma conversa normal entre ouvintes, como: Qual o seu nome? Quantos anos você tem? Entre outras.
Extremamente visuais, os alunos surdos, se atém à pequenos detalhes que passariam desapercebidos por muitos ouvintes. E foi justamente o fato de possuírem uma comunicação visual e gestual muito aflorada, que facilitou a prática da atividade e o nosso trabalho com os alunos.
A atividade escolhida para o dia foi o futsal, o que facilitou muito o nosso trabalho pelo fato do mesmo se tratar de um esporte popular no Brasil, já enraizado nas vidas dos alunos do Instituto, facilitando muito a comunicação entre todos os envolvidos, surdos e ouvintes.
Portanto, particularmente, não vi os obstáculos que imaginava encontrar ao trabalhar com crianças surdas. É claro que dificuldades de comunicação vão existir, mas nós, que somos educadores, não devemos enxergá-las como uma barreira insuperável, e sim como um desafio para levar as mesmas experiências dos ouvintes  a uma população muito descriminada e privada, não só  dentro do ambiente escolar, como no dia a dia dos surdos.
Jean Auguste Florêncio dos Santos
Aluno do 7º período do curso de Educação Física do UNIBH

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